Escorrem rios de lava pela navalha esterilizada
com que rasguei o chão do teu pesadelo.
Choro poças de sangue dos meus olhos de sal
manchando a nuvem branca que passou por ti.
Estendo-te um lenço negro para me acenares um adeus
na convicção que não será o
último.
Sorris um sorriso amarelo e voas em direcção
à estrela recortada
pela lâmina afiada na pele do meu peito.
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