» Cortar as palavras num só golpe
Nascida no dia 27 de Junho de 1975, a escritora Daniela Pereira deu os seus primeiros passos na bela cidade de Ovar. Uma terra que funde o mar e a folia dos corpos num azulejo de parede pintado em tons de azul e branco. Sente-se uma pessoa privilegiada por viver com os pés na areia e com a cabeça sempre voltada para as estrelas sempre que o sol se põe. É dotada de uma sensibilidade um pouco excessiva e de gestos impulsivos que a convertem numa mulher doce mas por vezes fortemente tempestuosa. Gosta de se sentir amada e protegida mas não hesita em ser uma dadora universal de carinho, esvaziando facilmente o peito até à sua ultima gota de ternura. Como não aprecia a seriedade que existe na realidade dos dias é com orgulho que afirma ser uma sonhadora convicta . Vive para sonhar e se o simples acto de sonhar fosse considerado pecado era certo que neste momento já estaria a arder no fogo do Inferno. Para alimentar os seus sonhos, encontrou desde muito cedo nos livros uma reserva incansável de imaginação e fantasia. Foi com eles que aprendeu a saborear intensamente as palavras e com os dedos sujos de tinta e guloseimas foi criando histórias de aventuras sempre impelida por um espírito rebelde e desafiador.
Depois foram surgindo os primeiros amores e as primeiras desilusões e o coração deixou de ser criança e começou a amar em segredo. Rapidamente os cadernos com páginas bordadas com flores encheram-se de palavras apaixonadas e lamentosas que foram trancadas a cadeado. Foi só muito recentemente, que esta escritora iniciou uma relação de amor e ódio com a poesia. Impelida por emoções fortes e sentimentos exacerbados encontrou nos versos o eco dos seus gritos. Com poemas onde os seus desejos surgem abraçados a metáforas e palavras sombra, surge a sua primeira obra, o livro Cortar as Palavras num Só Golpe. Um livro lançado pela chancela da Corpos Editora e que tem como especial recomendação uma leitura feita num só fôlego. Não existe tempo para pensar e muito menos para respirar ao percorrer cada página escrita. A sua poesia é para ser consumida como um “shot” porque é forte e arde quando escorre pela garganta...
A poetisa nos olhos da sua fonte inspiradora...
“É bela a vontade que tens de mudar a tua atitude, as tuas expressões só para a pessoa que desejas. Dizes isso quando te sentes cansada, quando estás farta de lábios feridos de tanto falar. Mas esses são os lábios que ainda lembram o sabor do teu último beijo, como que a adocicar todas as tuas ideias de mudança. É bela a tua persistência em alterar algo em ti, mas tu és única como és e pelo que aparentas. Para agradares a alguém, nunca mudes nada em ti. Não mudes de sorriso, mantém-no. Não renoves as lágrimas, evita-as. Não recicles os beijos, multiplica-os....”
pedras que beijam docemente a alma
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